Coisa de homem...

Continuando...


Minha busca por trabalho se tornou um tanto quanto frustrante, depois de algumas entrevistas. O que acontece é que todas as entrevistas que eu fiz me deixaram com a impressão de que a vaga tava no papo e na realidade as coisas não eram bem assim. E isso, somado ao fato de eu ficar em casa enquanto minha namorada saía pra trabalhar todo dia, meio que me deixou pra baixo por uns dias.
Nessa mesma época a gente encontrou um outro apartamento, um apê de verdade. Com tudo muito grande, bem dividido e por praticamente o mesmo preço que a gente pagava pelo cafofo.
Isso foi uma coisa boa, e que reanimou meus ânimos porque nas semanas que se seguiram eu tive que me ocupar em tornar o novo apê habitável e limpo pra gente se mudar.
Falando assim parece muito simples deixar o apartamento nos trinques, mas não foi. E explico porque.
O apê já tinha alguns móveis, todos eles velhos e fudidos, e eu lixei e pintei tudo. Tudo significa:
- guarda-roupa embutido (8 portas)
- cama de casal
- 2 criados-mudos
Fora isso, eu reformei um guarda-roupa pequeno que a gente tinha no outro apartamento, e transformei ele numa estante pra sala, onde hoje está a TV.
Mas a pior parte foi tirar o carpete que tinha no quarto, espatular todo o piso e depois colocar um piso novo. Isso foi foda mas na colocação do piso minha chica me ajudou.
Fodi tanto as minhas mãos que achei que elas nunca mais seriam como antes. Trabalhei pra caralho mesmo, e valeu a pna porque ficou tudo lindo.
E nesse ponto gostaria de expressar outra observação.
Todo esse trabalho foi altamente recompensado com doses cavalares do melhor pagamento que uma mulher pode dar a um homem, amor. E vale lembrar que eu sabiamente somei a todo esse trampo meus dotes culinários, o que tornou a recompensa inimaginavelmente prazerosa.
Fora que me senti muito mais macho por conta de todo esse trabalho braçal, isso realmente torna um homeme mais homem.


Continua...

Um comentário:

Bruno Vasco disse...

Ahahaha..
Emocionante Brunão, emocionante.
Queria ouvir essa história pessoalmente numa mesa de boteco.
Mas histórias e oportunidades não vão faltar!

Escreva sempre meu irmão.
Abraço!